quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

"300 mudas serão plantada às margens de lagoa após derrubada de árvores por construtora"

Cerca de 300 árvores serão plantadas às margens da Lagoa do Opaia, no bairro Vila União, em Fortaleza. O plantio será feito nesta sexta-feira, 3, a partir das 9 horas, pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam).

A ação é resultado de medidas compensatórias de empresas do setor da construção civil do Estado. O plantio continuará durante o restante do mês. Ipês, angicos, mongubeiras, buritis e babaçus são algumas das espécies nativas ornamentais e frutíferas que estão listadas para o plantio. Além das 300 árvores, a medida compensatória prevê o plantio de grama e arbustos ornamentais. 

As medidas compensatórias têm o objetivo de minimizar os impactos ambientais causados por obras da construção civil. De acordo com a lei municipal, a cada árvore cortada devem ser plantadas outras duas ou ser realizada a doação de mudas ao Horto Municipal. 

Além das árvores que serão plantadas na Lagoa do Opaia, a compensação prevê a recuperação da vegetação do Riacho Rio Branco, a arborização do Parque Jangurussu, o fomento das pesquisas do Inventário Arbóreo de Fortaleza e o Programa de Educação Ambiental aos empreendedores da construção civil do Estado. 



FONTE: O Povo Online 

"Exploração do pré-sal pode ter suporte de robô cearense"

Unifor e mais sete instituições vão iniciar a construção de um protótipo submarino pioneiro no País



FOTO: DIVULGAÇÃO
Robô Samba, construído anteriormente pela Unifor e Armtec, trouxe conhecimento à produção do novo modelo, que explorará pré-sal
A presença de petróleo no pré-sal do litoral do Estado ainda não é certa, já que a área nunca foi levantada, entretanto, os cearenses estão trabalhando para fazer parte da exploração da camada, realizada por empresas como a Petrobras. A Universidade de Fortaleza (Unifor) vai participar como co-executora de um projeto para a construção de um robô submarino do tipo ROV (operado remotamente), o qual irá auxiliar na prevenção e contenção de impacto ambiental, operação, manutenção e apoio na exploração do pré-sal. A iniciativa é pioneira no Brasil.

"Ele vai estar nessa profundidade, de mais de 2.000 metros abaixo da lâmina d´água, fazendo o papel que o homem não tem como executar. Será os olhos e os braços do ser humano lá embaixo. Nos procedimentos de prospecção de petróleo da camada pré-sal, por exemplo, ele vai fazer um monitoramento dessas atividades do fundo do mar, através de câmeras de vídeos", explica o coordenador do projeto Dragão do Mar pela Unifor, professor Ricardo Colares.




Convênio de R$ 7 mi
O equipamento, que irá atuar a uma profundidade entre dois e três mil metros, terá financiamento de R$ 7 milhões e foi aprovado no último mês de dezembro pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia. Os envolvidos no projeto esperam a assinatura do convênio e a liberação do primeiro aporte, de cerca de R$ 1,75 milhão.

Oito instituições e empresas estão participando da construção do protótipo. Além da Unifor, integram o projeto a Instituição de Tecnologia da Informação e Comunicação do Ceará (ITIC), o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer Campus Nordeste (CTI-NE), a Universidade Federal do Ceará (UFC), o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), a Universidade Federal Vale do São Francisco (Univasf), a Armtec Tecnologia em Robótica e a BWV Consultoria.

Construção
O robô será construído em fases, mas a maior parte dele será produzida nos laboratórios da própria Universidade de Fortaleza. Participarão do projeto alunos na área de Computação, para o desenvolvimento de software; Engenharia Mecânica; Engenharia de Controle e Automação e Engenharia Elétrica. "A gente tem uma experiência no desenvolvimento de robô submarino. Fizemos o Samba, para profundidades menores e, a partir desse trabalho, criamos algumas competências e fomos procurados para compor uma equipe de várias instituições visando à construção do Dragão do Mar", afirma Ricardo Colares.

Conclusão em 3 anos
Tão logo o primeiro aporte seja repassado ao projeto, os trabalhos de construção do robô serão iniciados. A previsão é de que o protótipo seja finalizado em até três anos. A partir disso, e com o domínio da tecnologia, será possível fabricá-lo em escala comercial a fim de dar suporte a demanda das petrolíferas.

Estatal já faz uso
A Petrobras já utiliza robôs semelhantes para dar suporte à exploração da camada pré-sal, mas são importados e têm o custo de R$ 50 milhões a cada dois anos. Com uma produção nacional desse dispositivo, esse valor poderia ser bem menor, já que só para a construção do protótipo serão empreendidos R$ 7 milhões. Comercialmente, ele sairia a um valor bem menor, que seria somado ao suporte técnico do equipamento. "A Petrobras é a maior interessada no desenvolvimento desse projeto. O pré-sal é nosso, e é ela quem está prospectando esse petróleo, e deverá ser o primeiro cliente, já que importa robôs desse tipo", destaca.

Para Ricardo Colares, esta será uma grande oportunidade de contribuir com o desenvolvimento do País. "É uma chance para por em prática os conhecimentos e o envolvimento dos alunos e no desenvolvimento de uma tecnologia nacional que vai contribuir com o País", finaliza o professor.

DIEGO BORGES

REPÓRTER

Contribuição
"É uma chance excelente de pôr em prática os conhecimentos para o desenvolvimento de uma tecnologia nacional".


RICARDO COLARES

Coordenador do projeto pela Unifor


FONTE: Negócios - DN

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

"10,9% da população cearense vive em condições de extrema pobreza"

Cerca de 10,9% da população cearense vivia em condições de extrema pobreza em 2009, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgados nesta quarta-feira, 1º. O índice é quase duas vezes superior à taxa nacional, de 5,16%.

Apesar da grande desvantagem, segundo o Ipea, em 2001, 22% da população vivia em pobreza extrema, caindo para 10,9% em 2009. Comparativamente ao ocorrido na região Nordeste, a trajetória foi satisfatória. No mesmo período, a pobreza extrema na região passou de 21,7% para 11%.

Segundo a pesquisa, tendo em vista o contexto rural, os indicadores de pobreza extrema apresentados no Ceará (40,6% em 2001 e 21% em 2009) acompanham, em linhas gerais, a tendência observada no resto do Estado. Isso pode ser atribuído às transferências governamentais.

Renda

A renda domiciliar per capta do Ceará também ficou muito aquém da média nacional, segundo revelou a mesma pesquisa do Ipea. Em 2009, no Ceará, a renda ficou em R$ 383,2, contra R$ 631,71 da média nacional.

Apesar da desvantagem, o Ceará melhorou o valor da renda per capta em comparação a 2001, quando foi verificado o valor de R$ 283,9 (aumento real de 42,1%).

O Brasil, que apresentava a renda domiciliar per capita de R$ 511,5 em 2001, subiu para R$ 631,7, em 2009, perfazendo aumento real de 23,5% no período. O aumento de 35%, ao longo do período, foi melhor do que o do Brasil, mas ficou aquém da média da região.

Para captar o poder aquisitivo da população, a pesquisa utilizou o indicador da renda domiciliar per capita, que contempla todas as fontes de renda que uma família pode possuir, dividido pela quantidade de componentes da família. Expressa, portanto, a parcela da renda que é efetivamente apropriada por cada membro da família para seus gastos.

FONTE: O Povo Online