terça-feira, 6 de março de 2012

"Tragédia anunciada: chuva destrói canal do Grangeiro"

Moradores do Crato estão revoltados com o que consideram descaso das autoridades quanto ao "Canal do Medo"



A parte reconstruída teve perda total com as chuvas de ontem 

Crato 

Ao longo do ano passado, o jornal publicou várias matérias sobre uma tragédia anunciada, confirmada com as chuvas entre domingo e ontem. O Canal do Rio Grangeiro voltou a romper em vários pontos, onde recentemente foi realizada parte da obra de recuperação pela Construtora Coral, que venceu a licitação de quase R$ 2,5 milhões, para realizar a primeira etapa dos serviços de recuperação. O canal, que sequer teve a obra emergencial concluída, com financiamento do Ministério da Integração Nacional, depois de um ano e um mês da tragédia registrada, não suportou a primeira grande chuva do ano na cidade, de 92,8 milímetros, segundo dados da Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme). O temporal durou mais de três horas na cidade.

Revoltada, a população reclama e diz que houve descaso do poder público. Em várias edições do Diário do Nordeste, por meio do Caderno Regional, o alerta quanto às possíveis cheias e tragédias foi dado. As famílias estão preocupadas, com receio de que casas sejam atingidas com as próximas precipitações chuvosas. As chuvas, segundo a Funceme, terão continuidade até o mês de maio. Em ruas do Centro, foram registrados alagamentos no início da manhã, uma delas de frente ao Departamento Edificações e Rodovias (DER), com cheias comuns neste período, impedindo a entrada e saída do local. Um ponto localizado na Vila São Bento ficou interditada.

Apelidado por moradores de "Canal do Medo", durante a enchente de 2011, foram registrados milhões em prejuízos para comerciantes e moradores da cidade. O Centro da cidade ficou totalmente inundado e pontes foram destruídas, além de romper com paredes do canal e asfalto das ruas. A chuva de 28 de janeiro do ano passado em alguns pontos da Chapada do Araripe foi de 200 milímetros.

Ontem, alguns pluviômetros particulares, em áreas como o Grangeiro, registraram 135 milímetros de chuvas. As áreas próximas à Igreja de Nossa Senhora de Fátima, Colégio Objetivo e Tiro de Guerra, na Avenida José Alves de Figueiredo, são as mais danificadas, com pontos do entorno comprometidos com fendas no asfalto, que também se rompeu em vários pontos. O Corpo de Bombeiros e Guarda Municipal chegaram cedo ao local para interditar as áreas. A rua passou grande parte do ano praticamente sem fluxo de veículos por conta das obras.

O Ministério da Integração chegou a liberar R$ 4 milhões para as obras do canal, que seriam feitas em duas etapas, com administração do Governo do Estado, que inclusive realizou leilão em Crato para a licitação da primeira etapa. O próprio governador Cid Gomes bateu o martelo para a empresa vencedora.

A segunda delas seria no valor de R$ 1,5 milhão mas, até o momento, nenhuma empresa se dispôs a concluir o canal, que, ao longo do seu percurso, cortando o Centro da cidade, registra vários pontos de erosão. Uma avaliação técnica foi realizada ano passado, demonstrando irregularidades na obra, que foi feita com gabiões. Os paredões com telas de metal e pedras que poderiam ser a esperança para segurar a pressão das águas que descem da Serra do Araripe não funcionaram.

Estiveram no local logo cedo para avaliação inicial dos prejuízos integrantes da Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, Secretarias do Meio Ambiente e Infraestrutura do Crato. Ainda não se tem ideia dos prejuízos, mas o secretário de Infraestrutura do Crato, o engenheiro José Muniz, afirma que houve perda total da obra realizada. A chuva demonstrou, segundo ele, a inviabilidade do que foi feito. Ele lembrou que a administração local chamou a atenção das autoridades para possíveis tragédias que poderiam ocorrer.

O coordenador regional da Defesa Civil 11 (Redec 11), tenente Raimundo Geraldo da Silva, comandante do Corpo de Bombeiros Regional, afirma que esteve fazendo registros no local durante a manhã de ontem, para comunicar os primeiros levantamentos à Defesa Civil do Estado. Na semana passada, foi realizada uma reunião em Crato, para debater as possíveis inundações que poderiam advir com as chuvas. No último dia 28, um ano após a enchente, a população também foi às ruas reivindicar providências para o fim da obras o canal e reclamar do que classificavam de descaso.

De acordo com o coordenador, a avaliação inicial é quanto ao que poderá ser feito no momento emergencial. "Todo o pessoal está percebendo que as obras feitas aqui não foram a contento. Não foi o que se esperava, então quase todos os locais reformados, foram levados por essa enchente, que não foi tão grande, diga-se de passagem", ressalta. Segundo ele, agora, mais do que nunca, há uma grande preocupação.

Mais informações:
Coordenadoria de Defesa Civil do Estado do Ceará
Telefone: (85) 3101.4571
Funceme
Telefone: (88) 3101.1093

ELIZÂNGELA SANTOS

REPÓRTER


FONTE: Regional - DN 

segunda-feira, 5 de março de 2012

"Mobilidade Urbana e Transporte Público"

Na semana em que o atropelamento e morte de mais uma CICLISTA comoveu o País, vale a pena discutir um pouco mais sobre mobilidade urbana e sua relação com o transporte público.


O vídeo abaixo - do Programa 3 a 1, da TV Brasil  - apresenta um discussão interessante sobre o tema:  


"O 3 a 1 vai debater a mobilidade urbana e transporte público. Afinal, os brasileiros tiram da garagem, todos os dias, quase 40 milhões de automóveis. E, com certeza, todos conhecem bem o sufoco nas ruas das grandes cidades e convivem também com um transporte público sem qualidade e sem eficiência. E ainda enfrentam o planejamento das cidades que não privilegia a locomoção a pé ou de bicicleta. E quase sempre o trabalho, os serviços públicos, as escolas e os locais de lazer, estão longe da casa das pessoas.

Os problemas do dia a dia e as soluções possíveis são discutidas no programa. Participam da conversa o apresentador, jornalista Luiz Carlos Azedo; e os convidados Ailton Brasiliense Filho, presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos; o também jornalista do portal "Mobilize Brasil", Marcos de Sousa, especialista em arquitetura e planejamento urbano; e o urbanista e professor Cândido Malta Cmpos Filho, da Universidade de São Paulo (USP)".




FONTE: YouTube

sexta-feira, 2 de março de 2012

"Exemplo de trote socioambiental"


Conscientizar e agir”. Eis a proposta do PET Oceanografia/UFC, ao realizar o evento “Oceano comPET”, nesta semana. O curso de Oceanografia da UFC tem cultivado, a cada ano, um exemplo de recepção socioambiental para os calouros.
Pela manhã, os calouros participaram de uma oficina de confecção de cartazes de conscientização ambiental a partir de material reciclado.
Já no período da tarde, o PET Oceanografia promoveu uma gincana de limpeza da praia (localizada próxima a Volta da Jurema). Os novos alunos encararam o desafio e ficaram surpresos com a quantidade e diversidade de lixo encontrado.
No fim da tarde, os novatos foram ainda para as ruas com seus cartazes conscientizar motoristas e pedestres sobre a importância da preservação do ambiente marinho.
(Com Labomar)

quinta-feira, 1 de março de 2012

"UFC promove feira de produtos orgânicos"

Frutas, hortaliças e plantas ornamentais estão à venda todas as quartas-feiras na feira orgânica da UFC


Espaço da feira é utilizado nas aulas práticas do curso de agronomia


A Universidade Federal do Ceará (UFC) promove a feira de produtos orgânicos dentro da “Horta Didática”, espaço utilizado nas aulas práticas do curso de Agronomia. Toda quarta-feira, das 8 às 11 horas, parte da produção resultante da horta universitária estará à venda para a comunidade acadêmica e externa. A feira teve início ontem, sendo organizada pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Floricultura (Ceflor) do Departamento de Fitotecnia da UFC.

No local, estão expostas hortaliças, frutas e plantas ornamentais. De acordo com Narciso Mota, funcionário da horta há 20 anos, a feira é resultado das atividades práticas de horticultura. “A gente está mobilizando a comunidade em troca de doações para a manutenção dos equipamentos. É um experimento que vai não só desenvolver o cultivo de alimentos como inserir mais pessoas nessa atividade”, aponta.
Segundo Valdemar Martins, pesquisador do curso de Agronomia, o consumo de hortaliças entre a população cearense ainda é tímido. “No Ceará, as pessoas comem muita carne e não têm o hábito de comer folhas e raízes. Elas têm que começar a variar seu cardápio e diminuir o risco de derrame e infarto com uma alimentação mais saudável”, afirma. Ela explica que as hortaliças são alimentos ricos em fibras, vitaminas e minerais.
Conforme Martins, a horta universitária tenta produzir de forma orgânica a maior quantidade possível de alimentos. “São selecionadas sementes com grande potencial de produção e adaptáveis à região, não necessitando do uso de defensivos químicos para se desenvolver bem”, explica o pesquisador.
Além disso, são utilizados defensivos e adubos naturais. No entanto, o pesquisador alerta que nem sempre é possível evitar o uso de defensivos químicos, pois existem culturas mais sensíveis a pragas e doenças. “Se usar com racionalidade não é tão nocivo. Aplicar com as dosagens e as carências exigidas”, explica.
Vanderlúcia Rodrigues, engenheira agrônoma, faz pesquisas na horta e ajuda na organização da feira. Ela conta que um dos processos de adubamento das plantas é feito a partir da comida excedente do restaurante universitário. A inspiração é o bokashi, uma técnica milenar chinesa que utiliza farelo de trigo e de soja. “A gente trouxe para nossa realidade e substituiu por arroz e feijão, que são fontes de proteína e de carboidrato”, diz a engenheira agrônoma.
ENTENDA A NOTÍCIA
Os alimentos são feitos a partir de adubos e defensivos naturais, sem a presença de produtos químicos. Um exemplo é a técnica “bocashi” que visa o reaproveitamento de restos de comida do restaurante universitário
Serviço 
Feira da Horta Didática da Universidade Federal do Ceará
Quando: todas as quartas-feiras, das 8 às 11 horas.
Onde: Horta Didática do Departamento de Fitotecnia da UFC, no Bloco 805 do Campus do Pici 
Endereço: avenida Mister Hull, 2.977, Pici
Mais informações: Telefone: 3366 9661 
Email: ceflorufc@hotmail.com


FONTE: O Povo