sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

"Caucaia fica em 1º lugar no Selo Município Verde"

O município de Caucaia obteve o maior índice de Sustentabilidade Ambiental do Estado, pelo segundo ano consecutivo, conforme a avaliação do Programa Selo Município Verde. Concedida pelo Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam), do governo estadual, a certificação será concedida para 39 municípios cearenses em solenidade a ser realizada no dia 15 de dezembro, às 18 horas, no Hotel Oásis do Atlântico.
Caucaia obteve o melhor resultado na certificação, em 2010 e em 2011, por diversas ações realizadas de conservação e uso sustentável dos recursos naturais do município. O Instituto de Meio Ambiente do Município de Caucaia (IMAC), entre outras ações, realiza diversas atividades de Educação Ambiental nas comunidades e escolas públicas do município, incentivando caucaienses de todas as idades a participar da preservação do meio ambiente local.
Além de Caucaia, obtiveram o Selo os seguintes municípios: Itaitinga, Barreira, Cruz, Maracanaú, Crateús, Pacoti, Sobral, Novo Oriente, Maranguape, Piquet Carneiro, Bela Cruz, Missão Velha, Crato, Itarema, Icapuí, Fortaleza, Quixeramobim, Eusébio, Acaraú, Tauá, Campos Sales,Brejo Santo,Morada Nova, Lavras da Mangabeira, Iguatu, Jijoca de Jericoacoara, Massapê, Juazeiro do Norte, Croatá, General Sampaio, Várzea Alegre, Farias Brito, Jaguaruana, Acopiara, Jaguaribe, Tabuleiro do Norte, Ocara e Apuiarés.
FONTE: DN no Blog de Caucaia

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

"Pesquisa mostra contaminação de alimentos no CE"


O Clorpirifós é um ativo proibido pela Anvisa como defensivo agrícola. Seu uso ainda acontece no Estado

Fortaleza. O pepino e o tomate comercializados na Central de Abastecimento do Ceará (Ceasa) apresentaram substância agrotóxica proibida. Trata-se do Clorpirifós, que tem sua comercialização vedada no País.

A constatação foi divulgada, ontem, pela Fundação Núcleo de Tecnologia do Ceará (Nutec). Esses dois produtos somaram-se a mais três, a fim de serem submetidos à exame para avaliar o teor tóxico de produtos da fruticultura e horticultura, com histórica incidência de contaminação.

Dos alimentos encaminhados à análise, melão, pimentão e alface revelaram "resultado satisfatório", com relação aos ingredientes ativos pesquisados. As análises foram encomendadas pelo Diário do Nordeste, com o propósito de verificar a existência ou não de substâncias que são consideradas ilegais pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os produtos foram comprados na Ceasa em 26 de novembro passado e no mesmo dia levados à exame pelos técnicos do Nutec. O laudo foi assinado pela química industrial Maria da Conceição do Nascimento Monteiro e pela supervisora do Núcleo de Tecnologia de Alimentos e Química, Ana Luiza Maia. Os resultados constataram ainda a presença ilegal de permetrina no tomate, mas em níveis baixos.

O engenheiro de alimentos Rubéns Cariús, da equipe técnica do Nutec, disse que a análise levou em consideração 35 itens, de acordo com as monografias de agrotóxicos publicadas pela Anvisa, com atualização de 17 de agosto de 2011.

O uso ilegal e indiscriminado de agrotóxico atinge dois produtos que também aparecem na relação dos alimentos com maior número de amostras contaminadas pela Anvisa. Na pesquisa divulgada esta semana, o pepino e o tomate incluem-se na relação dos líderes do ranking de elementos nocivos à saúde.

A relação é liderada, no entanto, pelo pimentão e o morango, com o maior número de amostras contaminadas por agrotóxico, durante o ano de 2010. Segundo dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos (Para) da Anvisa, divulgados, ontem, no caso do pepino, o percentual de amostras irregulares foi de 58%. As irregularidades decorrem de dois problemas detectados na análise das amostras: teores de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e o uso de agrotóxicos não autorizados para estas culturas.

No caso do Ceará, o engenheiro químico Rivelino Cavalcante, autor de um inventário do uso do agrotóxico na Chapada do Apodi, afirma que os danos para a saúde causados por essas substâncias vão desde o aparecimento de depressão, passando por doenças de origem nervosa, até o surgimento de cânceres.

Ele lembra que, apesar de serem itens proibidos na comercialização, vêm sendo vendidos livremente no comércio do interior, especialmente junto aos estabelecimentos que mantiveram os defensivos em seus agrotóxicos.


Agricultura familiar
Além disso, Rivelino diz que, ao invés de haver uma retração no uso, aconteceu uma disseminação. "Antes o agrotóxico envolvia especialmente o agronegócio. Atualmente, se estende para o pequeno produtor e, especialmente, aquele que pratica a agricultura familiar", afirma Rivelino.

Para o assessor técnico da Agência de Defesa Agropecuária (Adagri), órgão mantido pela Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), Tito Carneiro, a fiscalização tem sido ostensiva, a ponto de, entre 2010 a este ano, terem sido identificados 500 estabelecimentos que vendiam agrotóxicos fora das normas previstas pelos órgãos regulares. Cerca de 200 deles foram fechados. "Nós constatamos que há muitos casos de casas comerciais vendendo produto sem autorização do agrônomo ou outras lojas que utilizam esses profissionais para a liberação dos defensivos proibidos", disse.


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MAIS INFORMAÇÕES:
Nutec. Rua Professor Rômulo Proença, S/N, Fortaleza. (85) 3101.2445
Adragri. Telefone: (85) 3101.2500
Labomar. Telefone: (85) 3242.8355


FONTE: REGIONAL - DN

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

"Carteira do ISE 2012 é lançada com abertura de informações sobre metodologia"

Além da entrada de duas empresas do setor de transportes, a grande novidade do Índice de Sustentabilidade Empresarial é a abertura sobre sua metodologia

A BM&FBOVESPA lançou no dia 29 de novembro a sétima carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), que traz as 38 companhias comprometidas com responsabilidade socioambiental na bolsa. A carteira valera no mercado de ações durante o ano de 2012 e dessa vez, tem incluso o setor de transportes com a entrada da CCR e Ecorodovias. Das companhias que compunham o ISE 2011, ficaram de fora a Indústrias Romi e a Vivo.

A grande diferença nesse lançamento foi a abertura de informações sobre a metodologia da avaliação e atuação das empresas. Pela primeira vez, as companhias foram questionadas se permitiriam a publicação das respostas de seus questionários, abertas ao público no site do ISE. Oito aceitaram: AES Tietê, Bicbanco, CCR, Coelce, Banco do Brasil, Eletropaulo, Energias BR e Natura.

Outra novidade foi divulgar, no site do índice, o peso dos critérios levados em conta na avaliação, como gestão, cumprimento legal e política empresarial. As empresas já sabiam o que contava mais ou menos pontos dentro das dimensões analisadas (governança corporativa, geral, natureza do produto, econômico-financeira, ambiental, social e mudanças climáticas), mas agora os investidores e o público em geral também passaram a entender melhor como é feita a contagem dos pontos para compor a carteira.

Segundo Roberta Simonetti, coordenadora do Programa de Sustentabilidade Empresarial e Finanças Sustentáveis do Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Fundação Getulio Vargas (FGV/EAESP) – responsável pela elaboração do questionário –, essas aberturas são parte de um processo em andamento. Segundo ela, mais detalhes devem ser ficar disponíveis os próximos anos, para aumentar a transparência e a compreensão sobre a composição da carteira.

Entre as sete dimensões analisadas no ISE 2012, a “Mudanças Climáticas” é nova. “O tema já era abordado dentro de “Meio ambiente”, mas devido sua relevância decidimos separá-lo para uma avaliação mais detalhada”, afirma Roberta. Como o índice abrange diferentes setores empresariais, a avaliação nessa dimensão é qualitativa. A companhia ganha pontos se faz inventários e tem políticas para redução de emissão de gases do efeito estufa e de consumo de água, mas não é avaliada sobre o quanto gasta ou emite.

FONTE: Revista Página 22
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A mesa redonda de abertura do ENGEMA foi com a Roberta Simonetti. Praticamente tivemos uma aula de ISE, histórico (ele é o 5o Indice deste tipo no mundo!), motivações, metodologia. Por fim ainda a ótima participação do Celso Leme. Excelente. (José Carlos Lázaro)

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

"Petrobras discute na FIEC o pré-sal e o futuro do Brasil"

A Petrobras realiza nessa terça-feira, 6/12, a partir das 18h30, na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), o seminário Pré-sal e o Futuro do Brasil. O encontro, que contará com a participação de diretores da instituição, visa abrir uma discussão sobre o novo marco regulatório do petróleo no país. Segundo Raimundo Lutif, gerente de Estruturação do Negócio da Refinaria Premiun II, estarão em pauta na reunião temas como capacidade de exploração, legislação e royalties, dentre outros. Lutif explica que a Petrobras vem realizando vários seminários do gênero pelo Brasil afora, com o intuito de compartilhar as perspectivas relacionadas ao potencial da camada do pré-sal, além de promover debate qualificado, expondo e compartilhando diferentes visões e projetos para a exploração de suas reservas.

O termo pré-sal refere-se a um conjunto de rochas localizadas nas porções marinhas de grande parte do litoral brasileiro, com potencial para a geração e acúmulo de petróleo. Convencionou-se chamar de pré-sal porque forma um intervalo de rochas que se estende por baixo de uma extensa camada de sal, que em certas áreas da costa atinge espessuras de até 2 000 metros. O termo pré é utilizado porque, ao longo do tempo, essas rochas foram sendo depositadas antes da camada de sal. A profundidade total dessas rochas, que é a distância entre a superfície do mar e os reservatórios de petróleo abaixo da camada de sal, pode chegar a mais de 7 mil metros.

Os primeiros resultados apontam para volumes muito expressivos. Para se ter uma ideia, só a acumulação de Tupi, na Bacia de Santos, tem volumes recuperáveis estimados entre 5 e 8 bilhões de barris de óleo equivalente (óleo mais gás). Já o poço de Guará, também na Bacia de Santos, tem volumes de 1,1 a 2 bilhões de barris de petróleo leve e gás natural, com densidade em torno de 30º API. O evento é gratuito e aberto aos interessados.

Informações: 9645 9639 / 3266 4584.


FONTE: FIEC