segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

"Morte de garoto por possível envenenamento em lixão é investigada"

Está sendo investigada no município de Massapê, a 244 quilômetros da capital, a morte de um garoto de 12 anos que teria comido um alimento envenenado despejado no lixão da cidade.
De acordo com o secretário de Saúde de Massapê, Hélio Brito, amostras do material foram enviadas a um laboratório para uma análise mais apurada. O jovem, identificado como Paulo Izaquiel da Rocha, é filho de um catador de lixo e deu entrada no hospital municipal no último sábado (28), já com uma parada cardio-respiratória.
"O Paulo é filho de um dos catadores do lixão. Ele deu entrada no Hospital por volta de 12h50min com uma parada cardio respiratória no hospital do daqui. O médico fez os procedimento necessários, mas infelizmente não conseguiu reanimá-lo", diz Hélio.
A mãe da vítima, Maria Francisca Francinete de Souza, de idade não informada, confirmou que Paulo passou mal após comer uma "passoquinha" encontrada no lixão, segundo o secretário. O produto teria sido despejado por um caminhão de um município vizinho, atitude que Hélio garante já havia sido proibida.
"Esse material que depositado no lixão de Massapê veio do município de Meruoca. A Vigilância Sanitária iniciou a investigação e pelo menos cinco pessoas confirmaram que foi um caminhão de lá. Estranho, pois o município já havia proibido a colocação de lixo de outras localidades aqui desde 2010", relata Hélio Brito.
Ainda conforme o secretário, não é possível confirmar que o óbito de Paulo foi decorrente de consumo de alimento envenenado. O médico fez o diagnóstico inicial e encaminhou o corpo para o laboratório. Amostras do produto passarão por uma análise nesta terça-feira (31), segundo informou o secretário Hélio Brito ao Diário do Nordeste Online.

"Cidade Fortaleza ganha novas lixeiras a partir desta segunda-feira (30)"

Serão iniciadas nesta segunda-feira (30) a instalação de 35 lixeiras em Fortaleza, segundo informações da Prefeitura de Fortaleza. Destas, 25 serão instaladas no circuito Av. Beira Mar - Praia de Iracema e outras 10 na Praça do Ferreira.
O projeto prevê, ainda, a Prefeitura, a manutenção e coleta diária dos resíduos e lixo nelas depositados, de acordo com a Prefeitura. A ação é realizada através do termo de cooperação assinado entre a Comissão de Trabalho do Projeto Fortaleza Bela Quero Te Ver e a empresa Sipex Soluções Urbanas.

As lixeiras são fabricadas em aço e metacrilato e serão fixas ao chão com parafusos especiais que asseguram a estabilidade e fixação do suporte no solo de forma permanente.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

"Vale leva o título de pior empresa do mundo"

Mineradora é a primeira companhia brasileira a ganhar o prêmio inglório do “Public Eye People´s”, realizado pelo Greenpeace e pela ONG Declaração de Berna


Cartaz da votação “Public Eye People´s” sobre a Vale: "Transformamos florestas tropicais em minas e represas. Custe o que custar"

São Paulo - A Vale foi eleita a pior empresa do mundo pelo “Public Eye People´s”, premiação realizada desde 2000 pelas ONGs Greenpeace e Declaração de Berna. É a primeira vez que uma companhia brasileira recebe o prêmio conhecido como "Oscar da Vergonha", que avalia os impactos socioambientais causados pelas empresas. O resultado foi divulgado nesta sexta, durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. Em votação aberta ao público, a Vale foi eleita com 25 mil votos.

O segundo lugar ficou com a empresa de energia Tepco, que opera as usinas nucleares de Fukushima, com 24 mil votos. Também concorriam ao título a mineradora americana Freeport, a sul-coreana de eletrônicos Samsung, a suíça de agronegócio Syngenta e o o grupo bancário Barclays, vencedor do prêmio do Júri.

No site da premiação, a nomeação da Vale é justificada por uma “história de 70 anos manchada por repetidas violações dos direitos humanos, condições desumanas de trabalho, pilhagem do patrimônio público e pela exploração cruel da natureza”. O texto também condena o fato de a mineradora ter comprado, em abril do ano passado, 9% de participação no Consórcio Norte Energia S.A., responsável pela construção da usina de Belo Monte, no Pará.

A indicação da mineradora foi feita por um grupo de instituições sociais e ambientalistas formado pela Rede Justiça nos Trilhos, a Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale, o International Rivers e a Amazon Watch.

Para expressar seu posicionamento sobre algumas acusações que foram feitas à empresa acerca de sua atividade, a mineradora criou uma página especial na internet, a ValeEsclarece, que também reúne informações sobre suas ações de responsabilidade socioambiental. Em seu último relatório de sustentabilidade, também disponível online, a empresa afirma que “procura atuar com responsabilidade socioeconômica e ambiental nos territórios onde está presente, durante o ciclo de vida de seus empreendimentos e visa à construção de um legado positivo observando neste processo os termos globais de sustentabilidade”. Para 2012, a mineradora planeja investir US$ 1,65 bilhão em ações socioambientais.

FONTE: Exame
FONTE: Facebook > Projeto Pegadas Brasil

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

"Ceará deve ter 65 parques eólicos até 2016"

Atualmente o Ceará lidera o Nordeste em produção de energia elétrica eólica, com 17 parques. Até 2014, o estado terá uma representatividade de quase 43% no setor. No ano, o Brasil deverá ter uma produção de 7000 MH contra 3000 MH no Ceará



TALITA ROCHA, EM 05/12/2008


Os parques estão afastando do litoral porque os ventos do interior também são favoráveis à produção

O Ceará promete despontar em geração de energia eólica. As entidades envolvidas se mostram bem animadas e louvam o desenvolvimento do Estado. Serão 65 parques de geração eólica até o ano de 2016, sinaliza a presidente-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Melo.

Enquanto hoje são 17 parques em funcionamento, mantendo o Ceará na frente do Rio Grande do Norte, um concorrente histórico.

Conforme informações de Elbia Melo da Abeeólica, ao todo o Brasil terá até 2014 uma produção de 7000 MH, contra 3000 MH no Ceará, em representatividade chega a quase 43%.

“Do ponto de vista de geração eólica, os parques estão afastando do litoral porque os ventos do interior também são muito bons e geram energia. Quanto ao sócio-econômico, traz beneficios para a população. Os parques eólicos funcionam com o arrendamento das terras e paga-se ao proprietário das terras um aluguel pelo uso da terra”, diz.

Mesmo com tantas perspectivas, a questão de capacitação e qualificação profissional para atender toda a demanda de construção ainda entra em questão nas rodas de conversa entre especialistas do setor.

De acordo com o presidente da Câmara Setorial de Energia Eólica, Adão Linhares, o problema se sustenta na grande demanda de construção de usinas que em pouco tempo foi consumada. “Foram contratadas muitas usinas em um único período para fazer num determinado prazo. Então você pega 2 mil torres para construir até 2013, por exemplo. Onde vamos ter tanta gente assim?”, comenta Linhares.

Ele diz que, por mais treinamento que haja, não é possível que dê tempo. “Uma das preocupações é que haja a promoção da oferta para essa demanda. Implementar e complementar o sistema normal de mão de obra. No entanto, o que é mais agravante não é o nível técnico, mas sim o médio e o tecnólogo, para ser supervisor”, explica o presidente da Câmara.

Diante desse cenário, até agora não há uma estimativa do déficit de profissionais e nem de quantos profissionais há atualmente no mercado gerando emprego para a energia renovável. O trabalho foi iniciado junto com a Abeeólica, a Câmara Setorial e representantes de universidades que trazem cursos e linhas de pesquisa com o tema. Nas próximas semanas, eles estarão nos estados que produzem energia eólica como Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O quê
ENTENDA A NOTÍCIA

A falta de mão de obra qualificada, um problema sempre presente em quase todos os setores, chega também no setor de energia eólica. Os estudos e mapeamentos sobre essa realidade começaram.

Números

65 parques eólicos é a quantidade que o CE terá até 2016.

17 parques é o total de usinas eólicas em operação hoje.


100 reais é a média do valor do MW vendido em um leilão de energia.


FONTE: O Povo Online




"Mobilidade urbana: pontapé municipal em Fortaleza"

A intervenção da Prefeitura na Via Expressa começou ontem, com prazo de conclusão para julho



A notícia de que a Via Expressa começa a receber as melhorias previstas na primeira etapa de construção das obras destinadas a dar maior estruturação à mobilidade urbana de Fortaleza – no bojo dos benefícios prometidos pela Copa do Mundo 2014 - é recebida com satisfação pelos fortalezenses. Iniciado o processo, agora é torcer para que tudo saia como planejado.

A intervenção da Prefeitura de Fortaleza na Via Expressa começou, ontem, com serviços de raspagem do asfalto, recapeamento e sinalização - com prazo de conclusão para julho. Mas, o mais importante será a construção de três túneis, compreendendo os cruzamentos com as avenidas Santos Dumont, Pe. Ant. Tomás e Alberto Sá.

Essa primeira etapa incluirá também obras nas avenidas Dedé Brasil, Alberto Craveiro e Paulino Rocha, que serão beneficiadas com os mesmos serviços. Deles fazem parte a implantação dos corredores exclusivos para ônibus. Na Alberto Craveiro, o foco estará no alargamento da avenida para 45 metros (com quatro faixas por sentido) e na construção do túnel no cruzamento com a Paulino Rocha.

A Via Expressa é uma das principais pistas viárias de Fortaleza e foi construída durante a última administração do ex-prefeito Juraci Magalhães para atender à expansão da cidade e à necessidade de uma via de desafogo do trânsito. Assim, ela atravessa os bairros Alto da Balança, Dionísio Torres, Cocó, Varjota, Papicu, Vicente Pinzón, Cais do Porto e Mucuripe.

A obra ficou inconclusa durante todos esses anos, atendendo só em parte a sua natureza de via expressa, pois, à falta de túneis, seu trânsito teve de ser interrompido para atender aos semáforos colocados nos cruzamentos das avenidas principais, o que é uma incongruência para esse tipo de via. Pelo atual projeto, finalmente esses túneis serão construídos (faltando só a desapropriação da área pelo governo estadual). Também se promete seguir o mesmo padrão de serviços do Transfor.

A expectativa é que, ao fim da Copa do Mundo, reste um legado importante para a cidade, traduzido na esperada melhoria das condições de vida de seus habitantes, dentre as quais, a mobilidade urbana.



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

"Bairros de Fortaleza ganham ações de paisagismo"

Bela Vista, Via Expressa e Av. Eduardo Girão recebem plantio de árvores nativas e manutenção das árvores existentes.


 Foto: Arquivo / Prefeitura de Fortaleza

 Diversos bairros de Fortaleza recebem, esta semana, serviços de arborização e manutenção de paisagismo. A Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização (Emlurb) está com equipes no Centro Social Urbano (CSU) da Bela Vista, implantando jardins e fixando árvores nativas e frutíferas.

A Via Expressa é outro local da cidade que está recebendo plantio de árvores nativas e manutenção das árvores existentes. A recuperação do paisagismo da Praça da Vila Betânia é outra atividade desenvolvida no momento. Helicônias estão sendo plantadas à beira do canal e arranjos ornamentais planejados vão dar mais beleza ao logradouro.

Em toda a extensão da Avenida Eduardo Girão, equipes de servidores trabalham na capinação, adubação, poda, varrição e coleta de resíduos sólidos e vegetais. A previsão para a conclusão dos serviços é até o próximo dia 31.

Nesse início de ano, a Emlurb já implantou jardins no Parque Rio Branco e Frotinha da Parangaba e concluiu a manutenção das árvores que compõem a Av. Eng. Santana Júnior, Praça Moreira de Sousa, Praça Oficina do Senhor, Praça 1º de Janeiro, Praça Polo da Moda, Praça Antônio Bezerra e Praça Dom Lustosa.



                    

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

"Árvores cortadas"

Quarenta e duas árvores foram derrubadas no terreno localizado na esquina da rua Gonçalves Lêdo com Santos Dumont. A informação é da Secretaria do Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam).
Provocada pela Vertical, a Semam informou que a Gonçalves Lêdo Empreendimento foi autorizada pela Regional II a cortar mangueiras, cajueiros e outras plantas no dia 14 de julho de 2010. A construtora estava obrigada a replantar ou fazer doação de mudas para o horto florestal.
Um ano e seis meses depois da destruição do pequeno bosque da família do diretor de teatro Aderbal Freire (radicado no Rio de Janeiro), os empresários fizeram de conta que não era com eles e ignoraram o acordo com a Prefeitura de Fortaleza. E o mais curioso é que ainda terão até esta terça-feira (24) para amenizar o prejuízo ambiental.
O caso da Gonçalves Lêdo é rotina na cidade. O desmatamento urbano se dá porque não há rigor na cobrança da compensação verde e aos poucos, de árvore em árvore, a Aldeota e outros bairros da Regional II vão sendo desmatados.
(Vertical / O POVO)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

"População indígena no Ceará tem 22 mil índios que ainda lutam por território"

A população indígena do Ceará é composta por cerca de 22 mil índios divididos em 14 etnias. Atualmente, a luta deste nativos do Brasil é a regularização do seu território de direito em todo o País. Apesar disso, representantes da Fundação Nacional do  Índio no Ceará (Funai/CE) apontam melhoria na saúde e educação das tribos no Estado.
De acordo com o assistente técnico da Coordenação Regional da Funai e coordenador da Organização dos Professores Indígenas do Ceará, Weibe Tapeba, os índios enfrentam uma “batalha” por suas terras, que são tomadas para construção de grandes empreendimentos. 

"A maior parte dos povos indígenas do nosso Estado ainda não conseguiu efetivar o direito do acesso e posse aos territórios indígenas. São objetos de especulação imobiliária de interesse de grandes empreendimentos, desde complexo hoteleiro a campo de golfe, até empreendimentos do próprio governo brasileiro, através da passagem de linhas de transmissões, gasoduto, ferrovias, rodovias estaduais e federais, então as terras indígenas hoje são muito impactadas por conta desses empreendimentos", relata.
Educação e Saúde
Weibe Tapeba, que é representante da etnia Tapeba, afirma que a educação e saúde da população indígena tem sofrido avanços nos últimos anos. Segundo ele,  42 escolas fazem parte da rede de ensino estadual destinada aos povos indígenas, destas, 12 somente para os tapebas. "Antes as aulas eram ministradas embaixo de árvores, dentro de galpões, hoje conquistamos nosso espaço. São 350 professores indígenas que ministram aulas", diz.
Um das professoras da Escola Indígena Tapeba, Leidiane Tapeba, explica como funciona o processo ensino na instituição. "Nós ensinamos o mesmo conteúdo das escolas convencionais, mas focamos principalmente na cultura do nosso povo. Trabalhamos a disciplina de cultura indígena, medicina e oralidade".
Já em relação à Saúde, os representantes da tribo Tapeba dizem que a medicina convencional ainda é utilizada sob o domínio dos mais velhos da etnia e repassada para os filhos. "Além do uso da medicina tradicional - ervas, raízes, leite, animais - temos acesso ao posto de saúde", relata o assistente técnico da Funai.

Tapebas falam sobre dificuldades enfrentadas pela população indígena > vídeo
Língua
O representante da Articulação dos Povos Indígenas, Dourado Tapeba, afirma que a língua original das tribos é o tupi-guarani, mas lembra o processo de discriminação sofrido pelos índios desde a época da colonização. "Os índios não foram extintos, nós estamos aqui para contar a história. Fomos vítimas de etnocídio, tivemos a morte da nossa própria língua", desabafa.
Ainda sobre o resgate da língua, Dourado aponta as medidas que estão sendo tomadas para que não haja perda total do tupi-guarani. "A gente está tentando resgatar essa língua através de alguns professores que já tem formação no tupi -guarani. Inclusive tem um professor da paraíba que já está discutindo  isso com os professores da UFC e já é um bom avanço nessa questão da recuperação da nossa língua", conta.
Etnias
Somente no Ceará há 14 etnias, são elas: Tapeba, Tremembé, Pitaguary, Jenipapo - Kanindé, Kanindé, Potiguara, Tabajara, Kalabaça, Kariri, Anacê, Gavião, Tubiba  Tapuia, Tapuba Kariri, de acordo com a Fundação Nacional do Índio (Funai).  

Confira infográfico e saiba mais detalhes sobre as tribos > link

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

"14 alagamentos são registrados em Fortaleza na primeira grande chuva do ano"

Avenida Alberto Craveiro na manhã de quarta-feira, 18/01/2012
Chegou a 14 o número de registros de alagamentos em Fortaleza, durante as chuvas registradas entre 7h de terça-feira, 17, e 7h desta quarta, 18. O balanço foi divulgado pela Defesa Civil da Capital.

De acordo com boletim, o bairro que mais teve pontos de alagamento foi a Cidade dos Funcionários, com seis registros. Outros locais também tiveram problemas com as chuvas, como Mucuripe, Cajazeiras, Edson Queiroz, Parque Dois Irmãos, Aerolândia e Jardim das Oliveiras.

Além dos alagamentos, um desabamento foi registrado no bairro Papicu e três incêndios no Rodolfo Teófilo, no Siqueira, e no Jangurussu. 

Durante as 24h analisadas pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), choveu 72,6 milímetros na Capital.
A Funceme também registrou chuvas em outros três municípios cearenses: Iguatu (17 mm), Milagres (15 mm) e Quiterianópoles (11 mm).
FONTE: O Povo 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

"A população deve conhecer detalhes da reciclagem para avaliar o impacto ambiental"

Você já pensou em comprar um produto, um equipamento e ter na embalagem a informação de onde descartar para reciclagem não só a embalagem, mas o próprio material ao final do seu ciclo de consumo?

Pois esse avanço na luta pela preservação ambiental logo será possível com a adoção do Rótulo Descarte Padrão.  Em São Paulo, duas ações propõem a criação do rótulo juntamente com um serviço gratuito de informação de pontos de descarte.  Na Câmara Municipal, o vereador Gilberto Natalini (PV) protocolou o Projeto de Lei no.  560/2011, em 23 de novembro passado.  Na Assembleia Legislativa, o deputado Beto Trícoli (PV) e a deputada Célia Leão (PSDB) também protocolaram igual projeto em 22 de novembro.

A simultaneidade das propostas se deve aos esforços de dois jovens executivos, que juntaram espírito empreendedor à sua bagagem profissional e acadêmica para trabalhar pela economia verde.

Inspirados pelas redes sociais, Fabio Biolcati e Martin Mauro, criaram uma rede ambiental com a ambição de atuar globalmente, embora seja cem por cento brasileira.  Assim, em fevereiro de 2010, surgiu a Made in Forest (www.madeinforest.com).

ACESSO DE 80 PAÍSES E 30 MIL CADASTROS
O objetivo da rede é integrar a comunidade ambiental, gerando conscientização, relacionamentos, demanda e novos negócios.  Três pontos nortearam a sua criação: a população recebe notícias sobre meio ambiente e sustentabilidade, mas dificilmente encontra produtos e serviços “eco” no varejo; no geral, os “eco” fornecedores são empresas pequenas e médias que não têm acesso aos canais de distribuição; a internet e as mídias sociais já fazem parte do cotidiano da sociedade.

Desde que foi criada, a Made in Forest vem reunindo segmentos da economia verde: ONGs; eco produtos; prestadores de eco serviços; eco turismo; pontos de reciclagem; eco educação e uma área voltada para quem se interessa pelas causas da sustentabilidade e meio ambiente, denominada Eco Cidadão.

Cada empresa, ONG ou indivíduo se cadastra gratuitamente na rede e cria o seu próprio mini site.  Esse pode oferecer conteúdo em forma de texto, contatos, fotos, vídeo ou outras apresentações.

Atualmente a Made in Forest possui escritórios em São Paulo e em Miami.  Soma 30 mil cadastros e visitas de mais de 80 países.  A credibilidade do conteúdo é fiscalizada pelos consumidores, que podem fazer postagens ou comentários nas páginas de cada empresa ou ONG visitada.  A divulgação é feita pelas redes sociais.  A receita é gerada pela comercialização de espaços publicitários para anunciantes da economia verde.

OS ENDEREÇOS DA RECICLAGEM


No final de novembro, a Made in Forest lançou a Central da Reciclagem (www.centraldareciclagem.org), uma plataforma com endereços de todo o país para o descarte de 36 tipos de materiais recicláveis.  São mais de 15.000 pontos em 3.000 municípios e os usuários sempre podem cadastrar novos pontos de descarte.

Segundo Fabio Biolcati, “o consumidor queria descartar corretamente os resíduos passíveis de reciclagem, mas não sabia como.  A central é um serviço gratuito, de utilidade pública e, para localizar um ponto de descarte, agora basta entrar no site, clicar no material que deseja reciclar e digitar o nome da sua cidade”.

Outro aspecto relevante da central são as orientações sobre as características de cada material a ser reciclado.  “Queremos que a população conheça os detalhes da reciclagem dos materiais que descarta, de modo a avaliar o impacto sobre o meio ambiente”, comenta Martin Mauro.

Em vídeo ou em texto, essas informações são apresentadas de maneira didática e abrem um canal de educação ambiental sempre disponível.

Na prática, seja através da Central da Reciclagem, seja através de outras áreas da rede, a Made in Forest vem demonstrando que o consumo sustentável pode gerar empregos, renda e novos negócios, em benefício da população e seus respectivos municípios.

O Rótulo Descarte Padrão é um exemplo de que informação, comunicação e inovação podem ser os meios mais eficazes para a economia dos novos tempos.

Lucila Cano lcano@terra.com.br
FONTE: FGV / O Povo

"Brasil, pobre país rico"

Quem dera tivéssemos metade do padrão de conforto, educação, saúde, moradia – e consciência política – dos ingleses, que ficaram para trás no ranking dos mais ricos. A observação é do jornalista Ítalo Gurgel, em artigo publicado nesta terça-feira, no O POVO. Confira:
A condição de sexta potência econômica mundial representa para o Brasil mais um desafio que uma conquista. A nova posição no ranking dos países ricos perde todo o sentido quando se desvia o olhar dos números do Produto Interno Bruto (PIB) e se encara a realidade social a nossa volta.
Pouco adianta bater recordes de crescimento econômico, expandir o comércio externo e conquistar prestígio nos fóruns internacionais se, internamente, a dívida representada pela pobreza extrema, pelo analfabetismo, pela doença e pela negação da dignidade está longe de ser resgatada.
Em 500 anos de história, uma sucessão de governos conservadores criou um dos países mais desiguais do planeta. Hoje, convivemos com uma realidade absurda, em que os 10% mais ricos açambarcam 28 vezes a renda dos 40% mais pobres. E nem nos indignamos ao ver crianças pedindo esmola nas esquinas.
Luiz Inácio Lula da Silva foi o primeiro a achar que não podia ser assim. E desviou para os pobres as atenções que sempre haviam sido destinadas aos abastados. Criou o maior programa de distribuição de renda já ensaiado no mundo. E deu certo.
O dinheiro público, nas mãos de quem passava fome, foi aportar na bodega da esquina, gerando empregos e impostos. As obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) entraram em cena. A roda da economia começou a girar mais rápida e, aos poucos, os benefícios se distribuíram por toda a sociedade. Ficamos menos desiguais.
Mas ainda há muito a ser feito. O passivo era enorme e a distância que nos separa dos países centrais ainda é quilométrica. Quem dera tivéssemos metade do padrão de conforto, educação, saúde, moradia – e consciência política – dos ingleses, que ficaram para trás no ranking dos mais ricos.
Em seu slogan, o governo Dilma Rousseff admite que “país rico é país sem pobreza”. A presidente reconhece que o combate à miséria precisa continuar e já anunciou que a política de distribuição de renda será aprofundada. Decisão louvável.
Mas a potência emergente precisa entender tal estratégia como etapa provisória na luta pela superação das injustiças sociais. A melhor sinalização do sucesso dessa política será sua progressiva contração, até a extinção definitiva.
No dia em que todos os brasileiros puderem caminhar com as próprias pernas, no rumo da dignidade, somente nesse dia, a condição de potência mundial ganhará sentido.

FONTE: Blog do Eliomar

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

"ONU lança iniciativa para difundir energia sustentável"

Organização lançou nesta segunda-feira o 'Ano Internacional de Energia Sustentável para Todos

Ban Ki-moon defendeu os esforços em energia sustentável

Abu Dhab - O 'Ano Internacional de Energia Sustentável para Todos' começou nesta segunda-feira em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) com o triplo objetivo de garantir o acesso à eletricidade para todas as casas, duplicar o peso global da energia renovável e melhorar a eficiência energética antes de 2030.

Durante o discurso de inauguração do World Future Energy Summit, o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse que esta iniciativa é um empenho pessoal que procura lutar contra a desigualdade e defender a 'dignidade humana'.

Ban manifestou que garantir o acesso à eletricidade é uma forma de combater a pobreza, opinião semelhante à do ministro brasileiro de Minas e Energia, Edison Lobão, para quem a extensão da rede a regiões remotas do país melhorou a situação econômica de 15 milhões de pessoas.

O desafio de duplicar o peso das energias renováveis no consumo mundial de energia antes de 2030, até alcançar 30%, é difícil, como reconheceu o próprio Ban Ki-moon, embora factível, segundo todos os participantes do fórum.

Segundo o comissário europeu de Desenvolvimento, Andris Piebalgs, esta transição custaria cerca de 50 bilhões de euros, algo que para a diretora geral da União Internacional para a Conservação da Natureza, Julia Marton-Lefèvre, é pouco quando comparado com o preço de importar combustíveis fósseis.

Uma das ideias mais recorrentes durante a primeira sessão do congresso é a apontada pelo enviado especial do Banco Mundial para a Mudança Climática, Andrew Steer, que insistiu em que 'há financiamento', mas que os investidores exigem segurança normativa para assumir o risco de investir em energias renováveis.

Da mesma maneira, o presidente do Bank of America, Charles Holliday, disse que os bancos investirão em indústrias de energia solar ou eólica em qualquer lugar do mundo que puder obter benefícios com isso.

'Os Governos têm que entender os benefícios da estabilidade normativa e econômica', assinalou o diretor-geral da Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA), Adnan Amin.

O próprio secretário-geral da ONU apelou à colaboração entre o setor público e o privado, que se encarregassem de aprovar as leis adequadas para o fomento das energias renováveis e de seu financiamento e desenvolvimento.

Esta transmissão de conhecimento deveria afetar, segundo o primeiro-ministro da Coreia do Sul, Kim Hwang-sik, também a relação entre países desenvolvidos e países emergentes, com o objetivo de compartilhar a experiência em uma 'política verde' comum.

Outro dos fatores que favorecem os otimistas sobre o cumprimento do triplo objetivo do Ano Internacional de Energia Sustentável para Todos é o compromisso feito pelos países emergentes com as energias renováveis.

Apesar disso, para conseguir a transição a economias com baixos níveis de emissão de dióxido de carbono - advertiu o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao - é imprescindível a energia nuclear.

Wen defendeu o uso pacífico deste tipo de energia e lembrou que seu país combina um forte desenvolvimento das energias renováveis - tanto solar como eólica e hidráulica - com a construção de novas usinas nucleares.

Definitivamente, o triplo objetivo fixado pelas Nações Unidas para 2030 supõe, em palavras de seu secretário-geral, uma forma de 'reduzir a pobreza, oferecer oportunidades a todos, dinamizar a economia e lutar contra a mudança climática'.

O World Future Energy Summit é um congresso convocado anualmente por Masdar - uma empresa pública dos Emirados Árabes dedicada à pesquisa e à promoção de energias renováveis - que na edição 2012 receberá 26 mil visitantes e 600 empresas de todo o mundo. 

FONTE: Exame

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Feira Agroecológica do Benfica - Janeiro

Após o recesso, a Feira Agroecológica do Benfica estará de voltar a partir de amanhã (14/01/2012), na Praça da Gentilândia - Benfica, das 7h às 12h.

A Feira acontece ainda no dia 28/01/2012, no mesmo horário.

Leve a sua sacola retornável, divirta-se e consuma produtos sustentáveis! =)


Fonte da imagem

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

"Caucaia leva saúde às comunidades"

Com o objetivo de estender a toda população caucaiense os cuidados com a saúde, a Secretaria Municipal de Saúde realiza nesta quinta-feira (12) a primeira edição do projeto Caravana da Prevenção, que ocorrerá na Escola Marieta Mota Góis, na localidade de Pirapora, a partir das 8h30min.

O objetivo do projeto é levar serviços de saúde básica para as comunidades das chamadas micro áreas do município, situadas principalmente na zona rural, em virtude da distância dessas localidades das unidades básicas de saúde. A localidade da Pirapora será a primeira a ser contemplada com as ações do projeto, que chegara a outras localidades semanalmente.

Serão oferecidos os seguintes serviços no local: consulta médica com o clinico geral; encaminhamento para a marcação da prevenção do câncer ginecológico e do câncer de mama; encaminhamentos para a marcação das consultas especializadas; verificação de pressão arterial e glicemia; orientação sobre as doenças sexualmente transmissíveis; vacinação de crianças e adultos; atendimento do laboratório descentralizado; avaliação nutricional; orientação para o diagnóstico e tratamento da hanseníase e tuberculose; apresentação do programa antitabagista e os malefícios causados pelo cigarro; e aplicação de flúor.

FONTE: Blog do Eliomar

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Em Fortaleza... "O sufoco da mobilidade urbana"

Sete anos à frente da administração de Fortaleza, o governo municipal não fez sequer uma obra estruturante, além de não adequar o projeto Transfor, de autoria do ex-prefeito Juraci Magalhães.

A avaliação é do sociólogo e professor da UFC, João Arruda, em artigo enviado ao Blog sobre mobilidade urbana. Confira:

A administração da prefeita Luizianne Lins vem sendo severamente criticada pelo desempenho medíocre em diferentes áreas. A educação oferecida à população é uma das piores do Brasil. A saúde fica abaixo da crítica. Seus hospitais e centros de saúde são sujos, sucateados e o seu cotidiano é comprometido pela falta de remédios, equipamentos e profissionais de saúde.

Nossos jovens em situação de risco estão desassistidos e faltam políticas públicas capazes de lhes fornecerem uma rede de proteção contra o cotidiano de violência e o fácil caminho às drogas. Enquanto são destruídos nossos Centros Sociais Urbanos, a prefeita acena com um único CUCA, incapaz de atender a uma parcela mínima da população.

Porém, nada tem irritado mais a população fortalezense do que a ausência de uma política que resolva a nossa caótica situação de mobilidade urbana.

A situação da cidade é deveras preocupante, pois Fortaleza tem uma frota de mais de 450.000 automóveis e de 170.000 motocicletas, crescendo em torno de 5.500 automóveis e 6.000 motocicletas ao mês.

Mesmo com o crescimento da nossa frota de automóveis em 160% nos últimos 10 anos, em 7 anos de mandato, a administração Luizianne Lins não fez uma só obra estruturante. O Transfor, por sua vez, implementa uma versão totalmente defasada, deixada por Juracy Magalhães.

Para reverter esse quadro, além de obras estruturantes, precisamos investir numa política de mobilidade urbana que priorize o transporte coletivo em detrimento do transporte individual, com mais e melhores ônibus e menos carros particulares. Precisamos urgentemente de uma política de mobilidade urbana que contemple os VLTs, as ciclovias, criação de faixas exclusivas para ônibus, aumento e melhoria da frota. Enfim, urge uma política de infraestrutura que priorize o transporte coletivo.

Infelizmente, enquanto a população sofre, nossa gestora gasta seu precioso tempo articulando a eleição de um “poste sem luz” para continuar sua triste administração.

FONTE: Blog do Eliomar

"Coleta interrompida deixa calçadas cheias de lixo"


Nas calçadas na rua Carlos Vasconcelos, na Aldeota, não tem quem consiga mais andar a pé pelo passeio. Há uma semana sem a coleta da Ecofor Ambiental, terceirizada contratada pela Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização (Emlurb), o lixo é quem domina boa parte das calçadas. Em cada ponto em que se ande no bairro, principalmente nos prédios residenciais, de longe o mau cheiro anuncia a falta da coleta.
“Imagine se já tivesse começado a chover”, reclama Sheila Costa, 41, que trabalha na esquina da Carlos Vasconcelos com a avenida Santos Dumont. Para completar, uma obra de um prédio ainda derramou muita água na avenida. O resultado foi lixo espalhado por toda a via.

Dinamar Menezes, 29, porteiro de um edifício na rua Eduardo Salgado, conta que se a situação não for resolvida até hoje, ele não sabe onde vai caber tanto lixo dos 11 apartamentos. “Se você passar ali perto (aponta para o reservatório onde é colocado o lixo), nem precisa ser tão perto, já dá para sentir a catinga”, afirma.

Na rua João Brígido, no bairro Joaquim Távora, boa parte das casas havia colocado o lixo na calçada. Em vão. Até o fim da tarde, o caminhão da coleta não passou. Ainda na rua, nas proximidades da avenida Visconde do Rio Branco, uma calçada, usada para colocar o lixo, era aproveitada por catadores para separar o material reciclável.

O lixo, antes ensacado, espalhava-se por toda a via. “Só essa semana, já entraram uns três ratos aqui. Isso é fonte de sujeira, de doença”, reclama o vendedor João Gonçalves, 44. A paralisação por uma semana de cerca de 100 garis da Ecofor foi confirmada pela assessoria de imprensa da empresa. Eles atuavam em bairros das Secretarias Executivas Regionais (SER) II e VI.

Reunião
O presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação do Ceará (Seeaconce), Josenias Gomes, se reuniu com representantes da empresa e com o procurador Gerson Marques na tarde de ontem, no Ministério Público do Trabalho (MPT). Os garis têm 16 reivindicações. Entre elas, não está o aumento salarial. Os garis querem melhores condições de trabalho, pagamento de todas as horas extras trabalhadas, cesta básica de qualidade e até água potável.

Após sete horas de reunião, as partes entraram em acordo e todas as reivindicações serão atendidas. Conforme a secretária geral do Seeaconse, Maria da Penha Mesquita, a greve não deve mais ocorrer, mas haverá uma assembleia para apresentar aos trabalhadores o que ficou acordado na reunião.
(O POVO)

FONTE: Blog do Eliomar

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

"Barracas serão transferidas para o calçadão"


Há seis anos, o guarda-vida Manoel Martins trabalha na praia da Barra do Ceará. É naquela faixa de areia limitada por espigões e pelo encontro do rio Ceará com o mar que ele caminha de um lado para o outro observando os banhistas e a segurança. E este cenário a que ele está acostumado tem previsão de mudar em breve. As barracas que foram construídas em faixa de areia e distribuem cadeiras, mesas e guarda-sol serão destruídas e passarão a funcionar em quiosques padronizados localizados no calçadão revitalizado.

As modificações fazem parte do projeto Vila do Mar, responsabilidade da Prefeitura. Para os funcionários das barracas, a informação é de que a mudança ocorrerá no dia 16 de janeiro, próxima segunda-feira. Entretanto, muitos deles desacreditam a data informada, por ainda faltar elementos básicos, como rede de energia para todos os quiosques.

Muitas mudanças trazem consigo resistência daqueles que estão acostumados à maneira antiga. Por isso, a transferência das barracas divide opiniões. Luiz Carlos é dono de uma delas e acha que a mudança será positiva, mas uma de suas funcionárias comentou que muitos clientes reclamam, alegando que a barraca ficará muito distante.

E foi esse o motivo que fez Caroline Sousa e Maria Eduarda Gomes indicarem que, sem as barracas, o local ficará mais vazio e perigoso. Maria Eduarda estava de olho nos dois filhos, de 3 e 12 anos, que brincavam no mar, e comentou que o local é bom durante a semana, mas nos fins de semana é muito lotado, expulsando a tranquilidade.

Novos locais
O garçom Rafael Alves, 18 anos, se disse preparado para percorrer a distância entre os novos quiosques e os clientes, opinando que o atendimento melhorará. E o guarda-vida Manoel Martins, tão acostumado ao local, acha que é um alívio a retirada das barracas. “Não existe faixa de areia aqui, quando a maré está cheia, lava as barracas”, comentou.

Mesmo com os problemas, ele compartilha a opinião de que a qualidade e beleza da praia são diferenciais e, com a limpeza do visual, ficará ainda melhor. E o trabalho realizado por ele também vai ganhar elementos de qualidade, pois está prevista a construção de torres de observação, segundo o guarda-vida.

A assessoria do projeto Vila do Mar foi procurada para informar detalhes da mudança e do projeto, das 9 horas até o fechamento desta matéria, mas os telefonemas não foram atendidos e os recados deixados não receberam retorno.

(O POVO)

FONTE: Blog do Eliomar

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

"Bovespa incentiva empresas a divulgarem Relatório de Sustentabilidade"

Meta é disponibilizar ao público o banco de dados das empresas listadas brasileiras na Rio+20

BM&FBovespa promoverá, nos dias 17, 19 e 20 de janeiro, workshops de capacitação para produção de relatórios de sustentabilidade

São Paulo - A BM&FBovespa passa a recomendar que as empresas listadas indiquem, em 2012, no Formulário de Referência (item 7.8 “Descrição das relações de longo prazo relevantes da companhia que não figurem em outra parte deste formulário”), se publicam Relatório de Sustentabilidade ou documento similar e onde está disponível. Em caso negativo, devem explicar por que não o fazem.

A Bolsa acredita que a medida, intitulada “Relate ou Explique”, permitirá uma adesão progressiva das companhias à prática de reportar informações e resultados relacionados às dimensões social, ambiental e de governança corporativa. A meta é disponibilizar ao público esse banco de dados das empresas listadas brasileiras na Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorrerá no Rio de Janeiro, de 20 a 22 de julho. Realizado 20 anos depois da histórica Conferência do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de 1992, o evento terá como um dos temas principais a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza.

Para facilitar a adoção dessa medida por parte de empresas não familiarizadas com o assunto, a BM&FBovespa promoverá, nos dias 17, 19 e 20 de janeiro, workshops de capacitação para produção de relatórios de sustentabilidade. Os encontros serão organizados em parceria com a Global Reporting Initiative (GRI) – organização não governamental, com sede em Amsterdã, Holanda –, responsável pelas diretrizes mais utilizadas internacionalmente para a elaboração desses relatórios. A própria BM&FBovespa, em 2010, tornou-se a segunda Bolsa do mundo e a primeira das Américas a adotar o modelo GRI em seu Relatório Anual.

Movimento internacional
Ao recomendar o modelo "Relate ou Explique", a BM&FBovespa contribui para reforçar um movimento crescente no mercado de capitais internacional. A publicação de relatórios de sustentabilidade ou similares por empresas de capital aberto foi adotada como critério de listagem, em 2010, pela Bolsa de Johannesburgo, na África do Sul. É também obrigatória para companhias listadas na França e na Dinamarca e para empresas de controle estatal na Suécia. Além disso, a Comunidade Europeia estuda essa regulamentação para colocá-la em prática por todos os estados-membros em 2012.

FONTE: Exame

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Como está Fortaleza? "Índice de Cidades Verdes: EcoD mostra mais uma série de boas práticas"

Monterrey, no México/Foto: Reprodução

As grandes metrópoles latino-americanas sofrem com as consequências de alguns problemas urbanos básicos, como o crescimento populacional desordenado, as desigualdades sociais e a poluição, apenas para citar alguns exemplos. No entanto, práticas sustentáveis também têm sido desenvolvidas na região. Depois de divulgar dez destas ações, o portal EcoDesenvolvimento.org apresenta mais uma série de iniciativas que buscam melhorar a qualidade de vida das grandes cidades.

As boas práticas que vamos mostrar nesta quinta-feira, 5 de janeiro, são das cidades de Monterrey (México), Brasília, Montevidéu (uruguai), Santiago (Chile) e do Rio de Janeiro. Tais modelos integram o Índice de Cidades Verdes, (GCI, na sigla em inglês), produzido pela Economist Intelligence Unit, com o patrocínio da Siemens.

Monterrey e Brasília são destaques quando o assunto é a gestão dos recursos hídricos. A cidade mexicana reduziu os vazamentos em seu sistema de água de estimados 32% em 1998 para 21% em 2008, por meio de um abrangente programa que inclui a verificação e substituição de válvulas, atualização dos canos, instalação de medidores de pressão e hidrômetros nos domicílios, detecção de vazamentos e eliminação de conexões ilegais. 


Brasília tem boa infraestrutura hídrica/Foto: Reprodução


Brasília ocupa uma posição acima da média em relação à água. O seu vigoroso desempenho nessa categoria se deve, em grande parte, a uma taxa comparativamente baixa de vazamentos. A capital federal perde 27% do seu abastecimento de água devido a vazamentos, taxa inferior à média de 35% das 17 cidades. Somente Monterrey e Puebla (também no México) apresentam taxas mais baixas. A infraestrutura de água de Brasília é relativamente nova, e, portanto, mais eficiente do que a de muitas outras cidades do Índice. Quase 100% da população tem acesso à água potável, de acordo com as fontes oficiais.
Em média, Brasília consome 176 litros de água por pessoa por dia, em comparação com uma média, no Índice, de 264 litros.

A capital possui uma agência reguladora de água, energia e saneamento básico, a qual, em conjunto com a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), monitora regularmente o sistema quanto à presença de poluentes. Além disso, Brasília está tomando medidas para preservar a qualidade dos seus vastos recursos hídricos subterrâneos, das fontes naturais e do lago artificial Paranoá.
Com o intuito de reduzir o consumo de água, em 2009 a cidade adotou uma medida que oferece aos consumidores um desconto de 20% na conta se eles consumirem menos em um determinado mês comparado ao mesmo mês no ano anterior.

De volta à Monterrey, a cidade também merece ser citada por seu combate às mudanças climáticas. O plano de ação do governo do Estado que abrange a cidade propõe a redução significativa das emissões de dióxido de carbono (CO2) durante o quinquênio 2010-2015. O relatório foi desenvolvido pelo Instituto Monterrey de Tecnologia e Ensino Superior, em cooperação com os governos federal e estadual. O planejamento sugere várias medidas para reduzir as emissões em prédios, transporte e eliminação de resíduos, entre outras categorias.

Em 2003, o governo estadual assinou um contrato de US$ 17 milhões com a empresa privada Bioeléctrica de Monterrey, para abrir uma concessionária de geração de energia, a Bioenergía de Nuevo León (Benlesa). A empresa usa resíduos sólidos não perigosos como fonte de energia renovável por meio da incineração do metano em aterros sanitários. O projeto supre totalmente a energia necessária ao sistema do metrô da cidade, que possui duas linhas e também 45% da iluminação pública. O objetivo é fornecer 100% da eletricidade de iluminação pública até 2012. As autoridades locais dizem que o projeto reduziu emissões de CO2 em 1,2 milhão de toneladas desde o início das operações.

Capital uruguaia, Montevidéu é a única cidade do país a aderir aos princípios da Agenda 21/Foto: Reprodução

Governança ambiental

Montevidéu, por sua vez, está acima da média no quesito governança ambiental. A capital do Uruguai tem um departamento de fiscalização ambiental com a capacidade de implantar a sua própria legislação sobre o tema. Todavia, as atribuições do departamento são um pouco limitadas em comparação às cidades de melhor pontuação no Índice. As políticas referentes a resíduos, transportes, energia e mudanças climáticas, por exemplo, não são diretamente controladas pela autoridade ambiental municipal. A cidade destaca-se no monitoramento do seu desempenho ambiental, publicação dos resultados e em dispor de um ponto central de contato para que os moradores obtenham informações
sobre projetos ambientais.


Montevidéu é a única cidade do Uruguai a aderir aos princípios da Agenda 21, um plano das Nações Unidas com orientações para a inclusão de considerações ambientais na elaboração das políticas de governo. Com este objetivo, a cidade criou o “Grupo Ambiental Montevidéu“, uma associação de ONGs, empresas e organizações públicas que supervisiona e controla o comprometimento da cidade com metas ambientais. O grupo tem também workshops sobre temas ambientais, como qualidade do ar e gestão de resíduos.

Espaços verdes
Quando o assunto é a criação de espaços verdes, Santiago do Chile e o Rio de Janeiro pedem passagem. A capital chilena planeja ter incorporadores privados transformando 3.900 hectares da área da cidade em parques públicos e espaços verdes em troca de acessarem outros 5.700 hectares para incorporações prediais. A metrópole já está expandindo seu sistema de metrô - está bem adiantada para a conclusão de um prolongamento de 14 km em uma das linhas e pretende uma sexta linha que cobrirá 15 km e 12 novas estações. A nova linha foi projetada para melhorar a integração do metrô com a malha sobre trilhos e os ônibus.

O Rio de Janeiro está criando novas pistas para bicicletas e espaços verdes, inclusive desenvolvendo um corredor verde coberto por 11.000 árvores como parte de um projeto maior de US$ 202 milhões para revitalizar seu porto no centro histórico da cidade. O projeto “Porto Maravilhoso” também reformará os prédios históricos em mau estado e melhorará o acesso ao transporte e os serviços de saneamento básico.